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Moçambique e Zimbabwe assinam acordo sobre partilha do rio Púnguè Os Governos de Moçambique e do Zimbabwe assinaram ontem na cidade da Beira um acordo visando a realização de um estudo sobre a gestão comum dos recursos hídricos da bacia do Rio Púnguè. Este estudo deve estabelecer as bases para a utilização partilhada das águas deste rio que, com uma extensão de 400 quilómetros, parte do território zimbabweano, atravessa as províncias de Manica e Sofala e desagua no Oceano Índico. O estudo será financiado pela Cooperação Sueca e durará três anos. O acordo, integrado nos protocolos da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), foi rubricado pelo Ministro das Obras
Públicas e Habitação, Roberto White, em representação do governo moçambicano, e pelo Director do Departamento de Água, Vavarirai Choga, em
representação do executivo zimbabweano. (AIM, Notícias 14/02/02) Cooperação Sueca vai trabalhar em Niassa A Cooperação Sueca é o novo parceiro do governo no projecto Mosagrius. Os suecos propõem-se a implementar programas nas áreas abrangidas pelo projecto na província de Niassa, anunciou o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Hélder Muteia. Muteia, que não revelou mais pormenores, indicou que um estudo já feito sobre o futuro deste empreendimento agrário aponta que o estatuto jurídico da Mosagrius vai mudar. O projecto, lançado em 1997, fracassou porque a Câmara sul-africana para o Desenvolvimento da Agricultura (SACADA), accionista de 50% da Sociedade de Desenvolvimento MOSAGRIUS, somente realizou 10% do capital social, o que levou à desistência da maior parte dos farmeiros "boers". De acordo com o ministro, quem está neste momento a pagar os salários em atraso aos funcionários do Mosagrius e aos antigos trabalhadores dos farmeiros sul-africanos, é o governo moçambicano. (AIM 13/02/02) Leia esta notícia de 17 de Novembro do ano passado: Dhlakama usava carro roubado na África do Sul? De entre o último lote de viaturas de luxo roubadas ou ilegalmente importadas apreendidas pelas Alfândegas encontram-se alguns que são de deputados da Assembleia da República e um que foi usado pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama. A apreensão parece confirmar a existência de "esquemas" de comercialização ilegal de carros importados com isenção de direitos por alguns deputados. As Alfândegas recusaram-se a fazer comentários. O jornal mediaFAX e o semanário Domingo reportaram que um dos automóveis apreendidos pelas Alfândegas é o carro de Dhlakama. O carro teria sido roubado à mão armada na África do Sul. Desafiado a comentar sobre o assunto pelo mediaFAX, David Alone, um parlamentar sénior da Renamo, negou que o carro pertencesse a Dhlakama. "Quando muito ele pertence ao partido", disse Alone. (AIM, mediaFAX, 13/02/02) Leia esta notícia de 2 de Fevereiro: Países da CPLP vão colaborar na investigação O primeiro encontro sobre hipertensão arterial nos países africanos de expressão portuguesa juntou, em Maputo, cerca de 120 especialistas provenientes de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal. Não há dados epidemológicos concretos do país inteiro, mas estudos feitos a nível da cidade de Maputo indicam que cerca de 20% da população adulta é hipertensa. Estima-se que a hipertensão arterial é a oitava causa de morte no país. Os participantes adoptaram a "iniciativa de colaboração dos Estados da CPLP", no âmbito do qual haverá maior
colabaração entre investigadores. O Dr. Albertino Damasceno, docente da Faculdade de Medicina da UEM, anunciou um programa conjunto de investigação sobre a
hipertensão arterial entre a UEM e a Universidade de Witwatersrand, da vizinha África do Sul. O evento atraiu a atenção dos meios de comunicação,
que inculcaram no público a mensagem de que é preciso medir regularmente a tensão arterial. (Notícias, 14/02/02) Notícias de ontem (13 de Fevereiro 2002): ABSA: caso Siba Siba não nos diz respeito |