Moçambique on-line

Notícias do dia 8 de Fevereiro 2002

No quartel de Matacuane:
Militares denunciam torturas na Beira

Métodos desumanos de punição, descritos pelas vítimas como "tortura", estão a ser usados para disciplinar os militares das forças especiais, estacionados no quartel de Matacuane, na cidade da Beira. A denúncia foi feita por sete soldados e publicada no Diário de Moçambique, editado na Cidade da Beira. Os militares, que pediram o anonimato por receio de represálias, acusam os seus superiores hierarquícos de práticas que já terão provocado a morte de um soldado, identificado por Luis Artur Sebastião, enquanto vários outros tiveram que receber tratamento hospitalar.

"Nós concordamos que haja punição para aqueles que cometem erros, mas a mesma não pode ser tão dura ao ponto de levar o castigado a parar no hospital ou mesmo a morrer, como aconteceu com o nosso colega", afirmam os denunciantes. Como exemplo das punições aplicadas mencionam a obrigação de carregar nas costas, durante horas, munições com peso superior aos 100 quilogramas. O Governador da Província de Sofala, Felício Zacarias, disse ao jornal que o Governo já está a investigar o caso. Disse que há "um nome" por detrás das torturas, mas recusou-se a dizer quem é. (DM 05, AIM 07/02/08)
 

Guebuza, Mocumbi, Mulémbwè...
Três nomes para a sucessão de Chissano

De acordo com um artigo publicado no jornal mediaFAX da passada terça-feira, a Comissão Política da Frelimo chegou já a um consenso sobre os nomes que irá propor ao Comité Central da Frelimo para suceder a Joaquim Chissano na presidência do partido. Os três nomes que a direcção máxima da Frelimo irá submeter ao órgão máximo do partido no poder são os de Armando Guebuza, Pascoal Mocumbi e Eduardo Mulémbwè.

Guebuza, chefe da bancada da Frelimo na Assembleia da República, e Mocumbi, primeiro-ministro, são ambos veteranos da Frelimo, enquanto Mulémbwè, presidente da Assembleia da República, é por muitos visto como fazendo parte da nova geração do partido. Os três são todos membros da Comissão Política (antigo Bureau Político) da Frelimo. O mediaFAX afirma ter estas informações de duas "fontes idóneas da Comissão Política da Frelimo", que não são identificadas. (mediaFAX 5/02/02)

Leia mais notícias recentes sobre o mesmo tema:
14 de Dezembro: Mulémbwè deverá suceder Chissano
15 de Dezembro: Frelimo desmente que já escolheu sucessor de Chissano

 

Energia ficou mais cara

A Electricidade de Moçambique (EDM-EP) anunciou ontem o aumento do preço de energia na ordem dos 18,5% para os consumidores domésticos. Segundo fez saber aquela empresa, as novas tarifas vigoram desde o passado dia 1 de Fevereiro. Para o consumo industrial a tarifa aumentou em 30%. Refira-se que esta é a segunda vez, em menos de seis meses, que o preço de energia eléctrica aumenta. O último aumento do preço da energia foi de 20% e ocorreu em Setembro último. (Notícias, 08/02/02)

Leia também esta notícia de 14 de Setembro de 2000:
Energia eléctrica 20% mais cara

 

No norte:
USAID vai financiar projectos agrícolas

A USAID vai alocar nos próximos quatro anos, cerca de 11 milhões USD para financiar projectos de desenvolvimento agrícola, na província de Nampula, abrangendo um universo de 30 mil famílias camponesas. Os fundos serão geridos pela CARE International, uma organização não-governamental. As áreas a serem contempladas serão as ligadas à investigação e extensão agrícola, sector privado, em matéria de prospecção de mercados, nutrição de crianças e desenvolvimento do género.

Acredita-se que até ao final do projecto, as 30 mil famílias terão aumentado a sua produção e produtividade, assim como os rendimentos familiares, decorrentes da comercialização dos excedentes. Além disto terão reduzido as perdas pós-colheita e a má nutrição em crianças de idades compreendidas entre os zero e dois anos. (Notícias, 08/02/02)
 

Notícias de ontem (7 de Fevereiro 2002):

Moçambique-RAS: Polícia procura carros roubados
Populares tentam sequestrar administrador de Nipepe
"Bazooka": Assaltante à mão armada abatido na RAS
Cinco novas rádios comunitárias entram em actividade


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