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Novo jornal por fax: Desde a passada sexta-feira circula no país mais um jornal de distribuição por fax, denominado vertical. O novo diário é propriedade da "Repórteres Associados Lda", composta por quatro dos antigos jornalistas do metical, Arnaldo Abílio (que é também o editor do novo jornal), Carlos Mhula, Victor Matsinhe e Zacarias. No primeiro número, num editorial com o título "Pela verdade, verticalidade e decência", o jornal promete que "no vt faremos tudo o que vínhamos fazendo no mt". O vertical assume-se portanto como sucessor de metical. A maquetização do jornal é idêntica à do mt e alguns dos colaboradores do mt - como o Eng. Lemos Brito e o escritor Ungulani Ba Ka Khossa - transitaram para o vt. Mas a questão fundamental é se o jornal será capaz de manter a linha editorial do jornal de Carlos Cardoso e se voltará a privilegiar o jornalismo investigativo e de intervenção. O arranque do novo jornal é manchado quando não consegue dar uma explicação satisfatória por que não foram envolvidos os outros dez jornalistas que trabalhavam no metical. Num artigo publicado na última edição do metical, alguns dos trabalhadores disseram não concordar com o encerramento da empresa, nem com o valor das suas indemnizações. O editorial do primeiro número do vertical continua a exalar uma certa animosidade em relação aos herdeiros de Cardoso - o que não nos parece ser bom sinal para quem se assume como "continuador" de Cardoso. Com o surgimento do vertical eleva-se para cinco as publicações por fax editadas em Maputo. (vertical 08 e 11/02/02) Leia mais sobre o mesmo tema: Não adiantou trocar os agentes das Alfândegas... As Alfândegas substituíram em meados do ano passado todo o seu "staff" no posto fronteiriço de Machipanda, na fronteira com o Zimbabwe. Mas esta medida drástica não foi suficiente para estancar o contrabando. De acordo com o Diário de Moçambique de hoje, a Polícia apreendeu na noite da passada sexta-feira, no distrito de Manica, cerca de 20 toneladas de açúcar, 1500 caixas de whisky e outras 300 de fósforos, que tinham entrado ilegalmente no país, provenientes do Zimbabwe. Parte da mercadoria era transportada em cinco camiões, que seguiam em coluna para a cidade de Chimoio, sob "escolta" de agentes alfandegários corruptos. O remanescente se encontrava armazenada na residência de Quefasse Langton, em Machipanda, tido como cabecilha de uma extensa rede de contrabando. Quefasse fugiu quando se apercebeu da aproximação da Polícia. Alegadamente quando a Polícia interceptou os cinco camiões houve tentativa de suborno aos seus agentes que, curiosamente, recusaram as luvas. Entretanto, a mesma Polícia recusa-se a comentar o envolvimento dos elementos das Alfândegas neste caso de contrabando. A mercadoria apreendida, que deverá ser vendida em hasta pública pelas Alfândegas, encontra-se nas mãos da Polícia, na cidade de Chimoio. Já no dia 4 de Janeiro deste ano, o jornal Notícias noticiou que nove dos novos funcionários alfandegários em Machipanda tinham sido suspensos. À primeira vista, a "mexida" parecia ter dado certo, já que as receitas colectadas em Machipanda em pouco tempo aumentaram duma média de três ou quatro milhões de contos (mdc) por mês até mais que nove mdc por mês, mas, como disse o Governador Soares Nhaca, o "estigma da corrupção" voltou a Machipanda. Entrevistado pelo jornal Notícias, na sua edição de 24 de Dezembro do ano passado, o director-geral das Alfândegas, Barros dos Santos, disse que a campanha anti-contrabando já estava a surtir efeitos, porque no mês de Setembro as empresas produtoras de açúcar começaram a vender. Entre Setembro e Outubro a indústria nacional vendeu cerca de três mil toneladas de açúcar, quando em Agosto não tinha feito nenhuma venda, por causa do contrabando. (Notícias 21/12/01 e 04/01/02, DM, 12/02/02) Leia mais sobre o mesmo tema: Zimbabwe-Moçambique-Zâmbia A iniciativa de implantação de uma Área de Conservação Transfronteira envolvendo Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe, foi discutida há dias em Maputo. O projecto do Parque Internacional ZIMOZA foi discutido num encontro que reuniu os ministros moçambicano do Turismo, Fernando Sumbana, do Ambiente e Turismo do Zimbabwe, Francis Nhama, e do Ambiente e Recursos Naturais da Zâmbia, Levison Mumba. Sumbana, Nhama, e Mumba discutiram o ante-projecto e concertaram aspectos estratégicos ligados à integração da comunidade no empreendimento. Pretende-se que a iniciativa seja implantada entre as regiões de Luangwa, em território zambiano e Guruve, no Zimbabwe. Na parte
moçambicana, o futuro parque de ZIMOZA deverá incluir Mágoè e Zumbo, dois distritos da província de Tete, onde já se encontra implantado um
gigantesco empreendimento de conservação de recursos naturais de gestão comunitária, conhecido por "Tchuma Tchato". (AIM 06 e 11/02/02) Reabilitada: A Escola Industrial e Comercial "25 de Junho", na cidade da Beira, reabilitada com fundos doados pela multinacional do ramo de petróleos, SASOL, foi ontem entregue ao governo. A reabilitação custou 819 mil USD, 700 mil dos quais desembolsados pela SASOL e os restantes disponibilizados pelo governo em forma de isenções fiscais. Este é o primeiro projecto de desenvolvimento social realizado pela SASOL no país. Refira-se que a SASOL está a investir cerca de 1,2 mil milhões de dólares na construção do gasoduto Pande-Secunda, numa extensão de cerca de 865 km. A empresa estava igualmente a fazer a prospecção de gás natural na Baía de Sofala, mas esta actividade foi suspensa em Abril do ano passado. (DM, 12/02/02) Leia mais sobre o mesmo tema: Notícias de ontem (11 de Fevereiro 2002): Bala perdida mata uma criança em plena Av. Eduardo Mondlane |