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Ano 02 - Edição 37 - 2 de Outubro de 2000
 


ECONOMIA E INDÚSTRIA


 
PREÇO DE PETRÓLEO ESTIMULA CULTIVO DE ALGODÃO

A actual subida do preço do petróleo no mercado internacional poderá estimular, a partir da próxima campanha agrícola, a cultura de algodão no país, em particular na província de Nampula. O Instituto de Algodão de Moçambique (IAM) em Nampula disse que o preço actual no mercado mundial de petróleo, fixado em mais de 37 USD por barril e com tendências a aumentar, não encoraja a aquisição de seus derivados para a transformação em fibras utilizadas nas indústrias têxteis, nos países considerados avançados. Consequentemente, essas indústrias vão concentrar as suas atenções no mercado de fibras de algodão. (Notícias, 26/09/00)
 


MOÇAMBIQUE É EXEMPLO PARA O BANCO MUNDIAL

Moçambique foi escolhido como "exemplo" pelo Banco Mundial (BIRD) para ilustrar os avanços que afirma estarem a realizar-se em matéria de redução da dívida externa no âmbito da iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados (HIPC). Num documento divulgado na 2ª feira em Praga, República Checa, um dia antes do início da Assembleia Anual do FMI/BIRD, esta última instituição faz um balanço dos resultados do programa de redução da dívida do "Terceiro Mundo" e elege Moçambique como o caso de sucesso por excelência. Moçambique deverá ver este ano o serviço da dívida reduzir-se em cerca de 83%: de 81 milhões USD em 1999 para 14 milhões em 2000. Em contrapartida, o país aumentará as suas despesas sociais em 17%: de 150 milhões para 178 milhões USD.

Estes são os resultados mais imediatos da aplicação do HIPC para Moçambique, na sua versão alargada do final de 1998, que atenuou as exigências de elegibilidade dos países candidatos ao programa liderado pelo Banco Mundial. Ao todo, a iniciativa aplicada a Moçambique deverá resultar num abatimento do "stock" da dívida ao exterior de 72%, isto é, de 4,3 mil milhões USD para cerca de 1,7 mil milhões USD. A iniciativa foi lançada em 1996 pelo BIRD e FMI e, no final de 1998 formou-se um largo consenso sobre a necessidade de ela ser alargada. O plano tem por objectivo beneficiar 30 países altamente endividados. (Notícias, 28/09/00)


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CORREDOR DE NACALA VAI DESENVOLVER O NORTE E MALAWI

Foi formalmente lançado na cidade de Nampula o Corredor de Desenvolvimento de Nacala (CDN), numa cerimónia dirigida pelo Presidente Joaquim Chissano e que contou com a presença do Presidente do Malawi, Bakili Muluzi, homens de negócios e diplomatas, entre outros convidados. O Governo desembolsou cerca de 100 milhões de dólares neste empreendimento, que vai além das infra-estruturas de transporte e comunicações, abarcando vários outros sectores de actividade como, por exemplo, a agricultura e o turismo, o melhoramento da qualidade e quantidade de energia eléctrica e água potável.

O CDN é um empreendimento do Governo que visa fundamentalmente promover as oportunidades de negócios e investimentos dentro dos territórios moçambicano e malawiano, que conta também com o envolvimento do sector privado.

Lembramos que a linha férrea do Corredor de Nacala está operacional desde 1970, possuindo actualmente uma extensão de 615 quilómetros, no território moçambicano, a partir do Porto de Nacala até a fronteira com o Malawi, em Entre-Lagos. A reabilitação do troço Cuamba/Lichinga, contido no corredor em referência, decorrida entre 1984 e 1994, custou ao Governo cerca de 245 milhões USD. O porto de Nacala é um dos melhores da região da SADC e conta neste momento com uma terminal de carga geral com capacidade de manusear dois milhões de toneladas por ano. (Notícias, 29/09/00)
 


GOVERNO PRIVATIZA TDM COM RETICÊNCIAS

O Vice-Ministro dos Transportes e Comunicações, António Fernando, anunciou numa mesa redonda para apreciação do futuro Regulamento das Telecomunicações, que o Governo moçambicano vai iniciar brevemente o processo de privatização da gestão da empresa Telecomunicações de Moçambique-Empresa Pública (TDM-EP). A medida surge no âmbito do processo de desenvolvimento de uma infra-estrutura de telecomunicações avançadas, com o objectivo de garantir um acesso mais rápido dos cidadãos às tecnologias de comunicação.

Mesmo com a privatização, o Governo vai manter a sua intenção de conceder o regime de exclusividade de cinco anos para a TDM-EP como única operadora do ramo no país, com o objectivo de garantir as melhorias naquela companhia para livre concorrência no âmbito da globalização da economia mundial. Por outro lado, durante os próximos 15 dias, será lançado um concurso para a selecção do consultor que vai aconselhar o Governo na elaboração dos termos de referência para a selecção do segundo operador dos serviços de telefonia celular no país. (Notícias, 30/09/00)

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