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Próxima sessão do parlamento: Começou ontem a reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República (AR), que se destina à preparação da VI Sessão Ordinária do Parlamento, a ter lugar a partir de 1 de Março próximo. A Comissão aprovou a agenda da sessão, com mais de trinta pontos, entre os quais o informe, pelo Presidente da República, sobre o estado da Nação e a informação pelo Procurador Geral da República. A AR irá também receber os relatórios das comissões para a revisão da Constituição, do "pacote eleitoral" e do hino nacional, assim como o da comissão que investigou os acontecimentos de 9 de Novembro de 2000. Serão analisadas algumas questões remanescentes da sessão passada, tais como a eleição dos membros do Conselho Nacional de Comunicação Social, as propostas de Lei de Minas e do Conselho Constitucional, o projecto de lei que cria as Assembleias Provinciais e o "dossier" sobre o Parlamento pan-africano. Entre os novos pontos na agenda está uma proposta de lei sobre a consagração do 4 de Outubro, data da assinatura dos acordos de Roma, como feriado nacional. Deverão ainda ser apreciadas as propostas de Lei da Acção Popular, da Família, da Constituição da Ordem dos Advogados, Combate à Corrupção, assim como a alteração da Lei dos Partidos Políticos, a revisão do Código Penal e do Código Comercial. (Notícias, 15/02/02) Leia também esta notícia de 22 de Dezembro do ano passado: Estudantes em "polvorosa" Responsáveis dos núcleos de estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) estão reunidos em Maputo para elaborar uma contra-proposta ao projecto do Conselho Universitário (CU) de actualização das taxas de propinas e multas em 1400%. As tarifas actualmente em vigor naquele estabelecimento de ensino público superior datam de 1991 e nunca foram actualizadas. O estudante nacional paga 100 mil MT por ano e ainda 105 mil MT por disciplina por semestre. O CU propõe que a taxa de matrícula passe para 1 500 000 MT e que a inscrição por disciplina sofra um aumento semelhante. Se a proposta, lançada há cerca de uma semana, for aceite, um estudante com seis disciplinas por semestre, passaria a desembolsar pelo menos 20 milhões de MT (quase mil dólares) por ano. O CU fundamenta a sua proposta com o argumento de que o Metical se depreciou em 1170% no período que vai de 1991 a 2002, enquanto a taxa de desvalorização do Metical em relação ao Dólar desde 1991 foi de 1910%. Para a manutenção do valor real das taxas cobradas, os valores nominais em meticais devem ser multiplicados por um factor de pelo menos 12,7, argumenta o CU. A proposta do CU está a gerar um mal estar entre os estudantes da UEM, que a consideram de imprudente e desajustada à natureza
pública da instituição, que deveria estar aberta para estudantes de todos os estratos sociais. Os estudantes não contestam a necessidade de aumento em si, mas
querem que este seja mais gradual. Ao mesmo tempo perguntam-se por que a direcção da universidade só agora, após onze anos, se lembrou da necessidade da
actualizar as propinas. Suspeitam que a proposta surja porque o Banco Mundial condicione os seus empréstimos ao aumento das receitas próprias da UEM. (Notícias, MOL,
15/02/02) Fórum Empresarial para o Meio Ambiente A USAID anunciou ontem, em Maputo, a concessão de um milhão USD ao Fórum Empresarial para o Meio Ambiente (FEMA), destinados a apoiar a execução de programas previstos para os próximos três anos. O Fórum, constituído em 1996, é um organismo que se dedica à promoção de iniciativas orientadas para a adopção de políticas de produção mais sustentáveis para o país. O FEMA foi criado com o objectivo de apoiar o sector privado relativamente a questões ambientais. A organização congrega 980
empresas que deverão receber apoio no âmbito da promoção do desenvolvimento sustentável e da consciencialização para as questões
relacionadas a esse desenvolvimento. (AIM 14, Notícias, 15/02/02) Gestão de calamidades: Doze oficiais de todos os ramos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) terminaram ontem um curso de formação em
matéria de gestão de calamidades, orientado por militares norte-americanos. Nessa formação os participantes aprenderam princípios e fases de
gestão de calamidades, coordenação e aplicação dos princípios de gestão de emergência, planeamento do centro de
operações, análise de riscos e planeamento do alívio. O curso incluiu uma visita de trabalho ao campo de refugiados de Bobole, pouco mais de 30 km a norte de
Maputo. (Notícias, 15/02/02) Notícias de ontem (14 de Fevereiro 2002): Moçambique e Zimbabwe assinam acordo sobre partilha do rio Púnguè |