Moçambique on-line

Notícias do dia 13 de Fevereiro 2002

ABSA: caso Siba Siba não nos diz respeito

Poucos dias após a passagem dos seis meses do assassinato de António Siba Siba, ex-PCA interino do Banco Austral, os novos donos do banco, o grupo ABSA da África do Sul, deixaram claro que o caso não lhes diz respeito.

"Trata-se de um problema das autoridades moçambicanas", disse esta semana ao semanário Demos um dos responsáveis do ABSA, Godfrey Johnson. O responsável acrescentou que os dirigentes e funcionários do ABSA não se vão intimidar pela assassinato brutal de Siba Siba. (Demos, 13/02/02)

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4 de Janeiro: ABSA toma conta do Banco Austral

 

Com 22 mil toneladas de arroz
Porto de Maputo acolhe navio incendiado

Um navio que se incendiou no alto mar, transportando cerca de 22 mil toneladas de arroz, atracou há dias no Porto de Maputo sob custódia das autoridades moçambicanas, mas sem nenhum tripulante a bordo.

O navio, de nome Lisson e com bandeira liberiana, viajava da China em direcção à África Ocidental quando pegou fogo. O incêndio terá destruído a casa das máquinas e a cabine dos tripulantes, que terão sido todos resgatados prontamente, desconhecendo-se, no entando, o seu paradeiro.

O proprietário do navio contratou a conhecida empresa de agenciamento e frete, Manica Moçambique, para tratar de todos os aspectos legais e comerciais. Os jornais de Maputo destacavam hoje o facto de terem surgido já muitos interessados em comprar a mercadoria, que escapou ao incêndio. (mediaFAX, Notícias, 13/02/02)
 

Em 2001:
Caíram receitas dos aeroportos

A receita da empresa pública Aeroportos de Moçambique (ADM) em 2001 foi quase um milhão de dólares mais baixa do que no ano de 2000. Durante o ano passado foram manuseadas 6902 toneladas de carga diversa nos aeroportos nacionais, um decréscimo de 4,2% comparativamente ao ano anterior. Em 2001 foram atendidos 769 787 passageiros, o que representa um aumento de 1,1% em relação ao ano anterior.

A diminuição do receita é a consequência da redução do número de voos de emergência e o tráfego doméstico não regular, a cessação dos voos regionais semanais das companhias aéreas das Maurícias e da Etiópia, a diminuição dos voos Maputo-Johanesburgo e Beira-Harare pelas LAM, para além da interrupção de um dos voos semanais Maputo-Lisboa (via Beira) e do voo quinzenal Maputo-Dubai. Mas o principal factor foi a crise no Zimbabwe. A instabilidade política naquele país arruinou o turismo, o que fez que várias empresas deixassem de voar para Harare, deixando Moçambique de receber as respectivas taxas de sobrevoo.

O Aeroporto Internacional de Maputo, que registou em 2001 o movimento de 14 358 aeronaves, 420 152 passageiros e 4 578 toneladas de carga, é o único aeroporto rentável do país. Todos os outros 18 aeroportos e aeródromos geridos pela ADM operam com prejuízo. (Notícias, 12 e 13/02/02)
 

Craveirinha volta a queixar-se

O maior poeta moçambicano, José Craveirinha, voltou a queixar-se de uma pretensa "marginalização e ostracização" a que diz estar votado por culpa das autoridades moçambicanas.

Craveirinha, que completa 80 anos no próximo dia 28 de Maio, transmitiu as suas queixas numa entrevista ao Demos. Resumidamente, o poeta volta a lamentar o facto de não lhe ser dado um "estatuto condigno" dado o seu passado de combatente anti-colonial e preso político. Também volta a lamentar pelo facto de o Governo, alegadamente, não lhe querer atribuir uma casa num dos bairros de elite, agitando novamente a ameaça de poder ter que optar pelo exílio em Portugal. Ele continua a viver na sua casa da Mafalala, um bairro muito cantado nos seus versos, mas hoje completamente degradado e rodeado de lixo.

"Estou a pagar o preço da minha amizade com Samora Machel", disse o poeta numa entrevista cheia de recordações sobre os primeiros anos da independência de Moçambique e a tentativa de construção de uma nação de justiça social. Craveirinha diz que não tem, hoje, nenhuma relação com Joaquim Chissano, o Presidente da República, e com Mocumbi, Primeiro Ministro, apenas "um pouco". (Demos, 13/02/02)
 

Notícias de ontem (12 de Fevereiro 2002):

Novo jornal por fax: Conseguirá "vertical" suceder "metical"?
Não adiantou trocar os agentes das Alfândegas... Apreendido contrabando em Machipanda
Zimbabwe-Moçambique-Zâmbia: mais uma Área de Conservação Transfronteiriça
SASOL entrega Escola Industrial e Comercial reabilitada


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